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Como podem as empresas responder à falta de trabalhadores sem comprometer o crescimento dos seus negócios?

A escassez de mão-de-obra é atualmente um dos maiores desafios enfrentados pela economia portuguesa.

Da indústria à construção civil, passando pela hotelaria, restauração, agricultura, pescas e serviços, são cada vez mais as empresas que reportam dificuldades em recrutar trabalhadores para funções essenciais ao seu funcionamento.

Esta realidade não resulta de um único fator. O envelhecimento da população, a diminuição da população ativa, a emigração de trabalhadores qualificados e o crescimento de determinados setores contribuíram para criar um desequilíbrio entre a oferta e a procura de mão-de-obra.

Perante este cenário, muitas empresas questionam-se: que soluções existem?

A realidade demográfica não pode ser ignorada

Portugal enfrenta uma transformação demográfica profunda.

A população ativa diminui progressivamente enquanto uma parte significativa dos trabalhadores se aproxima da idade da reforma.

Ao mesmo tempo, muitos setores continuam a crescer e a necessitar de recursos humanos para responder às exigências do mercado.

Esta realidade significa que, em muitos casos, o problema não está apenas nas condições oferecidas pelas empresas. Simplesmente não existem trabalhadores suficientes para responder às necessidades existentes.

Apostar na retenção continua a ser essencial

A primeira resposta para muitas empresas passa por valorizar os colaboradores que já possuem.

Melhores condições de trabalho, formação contínua, oportunidades de progressão e estabilidade profissional são fatores que ajudam a reduzir a rotatividade e a aumentar a satisfação das equipas.

No entanto, mesmo empresas que investem fortemente na retenção enfrentam frequentemente dificuldades em preencher vagas adicionais.

O recrutamento internacional como complemento

Perante a escassez de candidatos disponíveis no mercado nacional, o recrutamento internacional tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante.

Importa sublinhar que o recrutamento internacional não substitui os trabalhadores portugueses. Pelo contrário, funciona muitas vezes como uma solução complementar que permite às empresas continuar a crescer, manter a sua atividade e preservar postos de trabalho existentes.

Em setores como a indústria, construção, hotelaria, restauração e pescas, o recurso a trabalhadores estrangeiros tornou-se uma realidade cada vez mais comum.

Mais do que competências técnicas

Quando se fala de recrutamento internacional, as competências técnicas são apenas uma parte da equação.

A capacidade de adaptação, o sentido de responsabilidade, a estabilidade profissional e a integração na cultura da empresa são igualmente importantes.

A experiência da Bersama demonstra que muitos trabalhadores provenientes da Indonésia apresentam características valorizadas pelos empregadores portugueses, nomeadamente:

  • Forte sentido de responsabilidade;
  • Respeito pelas hierarquias e pelos colegas;
  • Valorização da estabilidade profissional;
  • Espírito de equipa;
  • Capacidade de adaptação a novos ambientes;
  • Motivação para construir um projeto de vida em Portugal.

Planeamento é a chave para o sucesso

Uma das principais conclusões dos processos desenvolvidos pela Bersama é que as empresas que planeiam as suas necessidades com antecedência obtêm melhores resultados.

O recrutamento internacional exige tempo para seleção, entrevistas, preparação documental, vistos e integração.

Por esse motivo, as empresas devem olhar para os recursos humanos da mesma forma que olham para os seus investimentos, equipamentos ou planeamento comercial: como uma área estratégica que exige preparação.

Uma oportunidade para as empresas portuguesas

A escassez de mão-de-obra é um desafio real, mas não precisa de ser um obstáculo ao crescimento.

As empresas que conseguem adaptar-se à nova realidade do mercado de trabalho e que procuram soluções de forma proativa estarão melhor preparadas para competir, crescer e responder às exigências dos seus clientes.

Num contexto de transformação demográfica e económica, encontrar talento deixou de ser apenas uma questão de recrutamento. Tornou-se uma questão estratégica para o futuro das empresas portuguesas.

A Bersama trabalha diariamente para ajudar empresas a encontrar soluções de recursos humanos ajustadas às suas necessidades, contribuindo para a criação de equipas estáveis, produtivas e preparadas para os desafios do futuro.